Experiencia de quase morte
Na atualidade. A entidade revela as dificuldades de exercer o seu trabalho nos dias atuais.
Quando ela esta abraçando alguém, vem uma injeção. Um comprimido.
Quando ela beija alguém vem uma maquina de choques. Um respingo… de vida…
Ele se lembra dos tempos dourados onde ela podia chegar e bater na porta de alguém e ser convidada a entrar. Se instalar numa lepra. Ou uma grande crise viral.
Mas agora com porteiros eletrônicos e travas de segurança, anticorpos e hospitais. O mundo esta cheio.
A morte enfrenta na verdade a sua época de apocalipse. A seu poder vive estagnado.
Cada um que escapa do seu abraço leva a Morte ao total embaraço; e indignação, pois se alguém, um tolo bebado que insulta um psicopata em um bar. A morte cheira o pescoço.
E psicopata resolve perdoar. E a Morte se depara com mais uma derrota. Chora e esperneia.
Um velho cai no chão com dores no peito, e um medico chega com choque no peito e a morte chora. Ela bate com a cabeça e vira a unha do avesso numa parede.
Seu depoimento emocionado de uma entidade ancestral, revela que
” muitos que não merecem a vida perambulam e o mundo anda cheio.”
Mas ela diz que no fim, a Morte vive.
E ela viva e andante se espalha mais.
” A Morte vive naqueles que mentem. A Morte vive naqueles que traem.
A Morte vive naqueles que ficam parados.
A Morte vive em quem se doar a algum objeto.
A Morte vive em quem não se transforma. A Morte vive em quem é refém de si mesmo.”
Num momento de paz, ela revela, que sua vingança seria lenta…
E que esse excesso de vida…. daria à Morte um novo berço.
por mais que muitos andem por ai, são da morte mais um brinquedo.










