Sobre o ponto de vista… ou sobre ter um ponto preto na vista.

Sucumbi diante da relevancia e da proporção tomada pela discussão sobre os protagonistas, foram muitos e-mails e telefonemas, fax e torpedos, um pombo correio com escamas metalicas, trazendo mensagens com dúvidas, falando sobre diderot, brecht, stanislavsk…. um rapaz até disse ser da linhagem de aristoteles afirmando que o conteúdo do blog não passava de algo retórico, de outro lado gente dizendo pra enfiar o touro negro no cú, pra ir visitar o avô,etc..

Mas a discussão sobre sermos protagonistas me parece agora da maior relevância… o protogonista, antes de mais nada, na sua função dramatica, ele ‘aparece’ mais do que os outros. No sentido de que, o olhar do observador da historia repousa sobre tal personagem por mais tempo do que os outros. É a sua trajetória que tem maior visibilidade ou importância.

Se transplantarmos esse sistema para a representação do cinema, digamos que a camera mostraria mais tempo o protagonista, principalmente nos sitemas narrativos industriais ou de estruturas mais antigas e classicas. Pensando na camera como o olhar de um sujeito ou individuo, é obvio querermos ser os protagonistas afinal nossa ‘camera’ interna não sai de dentro de nossa cabeça, não ha a possibilidade de olhar através da ‘camera interna’ de um outro, a vida de outro. É a opção de muitos que se cansam do incrivel ” canal do reality show de si mesmo 24hrs pay-per-view ao vivo”, mudar de canal e ver outras cameras, mais bem produzidas e interessantes, e principalmente…. editadas.

Vemos nossa vida sem cortes… (dependendo claro da utilização ou não de substancias modificadoras da sensação de tempo).

Mas o que realmente estranhei é ser protagonista no texto de outra pessoa. Alguem que sem criatividade para inventar a propria vida, de jorrar asneiras livremente diante de uma tela branca à ser escrita, usa como fonte, acusações frustradas e trêmulas diante de alguem que perambula inocentemente por entra essa grande floresta de codigo binario, onde equações de segundo grau ditam as leis, os logaritmos são resolvidos como o troco no caixa e o sorriso para um fregues… Uma espécie de ‘alice no mundo do silício”.

Um filme que farei ouvindo as boas dicas desse rapaz… parabens colega:

http://fiztv.uol.com.br/f/Video/assista/13848

eu t

Z O M B O

~ por garimponeural em Agosto 27, 2008.

7 Respostas to “Sobre o ponto de vista… ou sobre ter um ponto preto na vista.”

  1. Não sou uma TV de mim mesmo, nem me comporto como tal. Não nos torne mecânicos, com jargões cin(ac)éfalos para explicar o “complexo da porta”.

    O sentido era muito mais espiritual…

    O fato de não se ver como protagonista, não necessariamente nos obriga a ver outro alguém neste papel.

    Assim disse Zartosht

  2. Pê, seu site está mtu legal…
    Vê se aparece viu…
    Bjuusss .. Pam

  3. ixi coração. Cin(ac)éfalos foi feio! hahaha
    mas acho que talvez a unica forma de sermos ‘porta’ mesmo seja espiritualmente ou depois que o homem perder o mindiinho e usar mais que onze porcento de sua cabeça animal.
    Enquanto isso, acho que todos são, queiram ou nao, protagonistas da própria vida. Talvez apenas disso… Tantos que nao sao protagosnistas das proprias lutas, vontades, desejos. Mas nesse quesito não há mta escolha.

    beijomarihuanito.

  4. você pode não acreditar nisto
    mas há as pessoas
    que passam pela vida com
    muito pouca
    fricção de angústia.

    eles se vestem bem, dormem bem.
    eles estão contentes com
    a família deles.
    com a vida.

    eles são imperturbáveis
    e freqüentemente se sentem
    muito bem.
    e quando eles morrem
    é uma morte fácil, normalmente durante o
    sono.

    você pode não acreditar nisto
    mas tais pessoas existem.
    mas eu não sou nenhum deles.

    oh não, eu não sou nenhum deles,
    eu não estou nem mesmo próximo
    para ser um deles.

    mas eles
    estão lá …

    e eu estou aqui.

  5. mto bom isso que foi dito… pena que mesmo estando voce ai e eles num sei aonde, agente encontre pessoas assim na rua, no metro, nos negocios, nas parcerias, nos trabalhos, no amor, e ate na guerra.

  6. é uma pena que você sinta pena.

  7. o que voce ‘’sugeriria” como sensação mais correta ? Porque não snetir pena…

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