Controle-se!

Quantos desse você já viu hoje?

Um comentário baseado em dois fatos:

-Fato fictício: Assistindo a um seriado americano, conheci uma personagem adepta da abstinência sexual. Na cena, ela fuma um baseado junto com o recém-namorado e diz: “Minha virgindade é para o meu marido, mas a gente pode se divertir.” O crucifixo no peito grita em dourado, um beijo sensual e pimba! já estão deitados na maior pegação. Com roupa e muito respeito, é claro. Uma breve pesquisa me levou a um e-mail ao querido professor Theophilus, no qual um menino de 18 anos se esperneia em palavras ao dizer que está muito difícil segurar o tchan, mas ele e a noiva não estão preparados para o casamento. É a nova moda da família americana, tratar sexo como o ato mecânico da penetração para sustentar um discurso insustentável. Coitado do professor Theophilus, como dizer a essa juventude que sexo não é só com o pipi pra fora? E o bom beijo na boca? Um abraço quente, um olhar demorado, uma fantasia, uma intenção, não faz tudo parte do mesmo pacote?

E quem tem coragem de proibir isso?

-Fato Real: Ontem fui num bar, desses com banda. Estava numa roda jogando conversa morna. Depois do enésimo chopp parei pra prestar atenção somente em mim por algum instante. Eis que no dado momento eu não desejava estar estático em pose apresentável, regojitando o óbvio e ingerindo minha droga. Queria mesmo era jogar cerveja nos músicos de merda, apertar os peitinhos da gostosa ao meu lado e dar um tapa numa luminária cujo a luz insistia em encher lentamente o meu saco, tudo ao som da minha voz gritando tudo menos palavras.

A imagem de um macaco. Um macaco acorrentado e torturado dentro da cela razão.

-Led Manga

~ por garimponeural em Agosto 31, 2008.

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