O Mundo de Marlboro

•novembro 6, 2010 • Deixe um comentário
Mundo de Marlboro

O Incrível Mundo de Marlboro

é o mundo dos másculos, viris, cowboys arretados, homens livres e decididos, que com certeza comem mais mulheres que você. Juntar-se a esses homens porém é simples: Basta inalar e baforar (com estilo) a misteriosa fumaça disponível nas bancas e botecos mais próximos. AH, como eu amo tudo isso! Mundos como os de Marlboro estão aí para serem gozados à vontade! Agradeço todo dia ao hidratante Monange, que ao ser fartamente lambuzado nas mulheres da classe C e D, as transformam na Xuxa. Agradeço mais ainda à Coca-Cola, que inventou o Papai Noel somente para distribuir em todos os cantos do planeta a forma mais extraordinária de felicidade engarrafada.

Mas não para por aí, os mesmos missionários que todos o dias nos iluminam com os produtos que tornam nossa dia-a-dia mais feliz e pleno, ensinam também que votar neste ou naquele lá faz toda a diferença, que algumas idéias são perigosas e não merecem ser discutidas e que as mulheres realmente belas moram nos outdoors. São os Santos de nosso tempo, anunciando com suas trombetas midiáticas os milagres da vida moderna.

Dito isso, fica claro que o homem de bem deve compreender e endossar o fato de que o sabonete que ele compra na farmácia não é tão barato quanto poderia ser, mas é feito sim com a matéria-prima mais barata possível para dar espaço ao orçamento multi-milionário do comercial com aquela gostosa da novela tomando banho. Vale a pena, não vale? Eu mesmo acho imprescindível que as globelícias tirem a roupa em rede nacional, senão o que seria de nossa libertação sexual? E os nossos sonhos, o que seriam deles sem as doces mentirinhas que ouvimos nossa vida inteira?

Bem-vindo, aventureiro, ao Mundo de Marlboro.

Led Manga

O Retorno de Zomb0

•outubro 5, 2010 • Deixe um comentário

Eis que partiu a equipe do Garimpo neural.

Em busca de conhecer quais as questões que causaram uma especie de combustão espontânea nos ouvintes e participantes da conversa.

Porém, quando a grande maquina se dirigia às proximidades da borda da corda mais proxima. Algo aconteceu. Uma estranha e insondável força disruptora que cerca parte dos compartimentos do coração universal e que visava a perpetuação das 3 perguntas pronunciadas no botequin metalico daquela borda esquecida por todos, fez com que os policiais que checavam os fragmentos de memoria tivessem o vislumbre das 3 perguntas graças a um funcionamento de maquina espasmico.

Cada um deles, recebeu aquela informação e instantaneamente olharam um para os outros e subitamente como se suas cabeças metalicas e redondas parecidas com sucatas jateadas de spray e soldadas a bolas de alumino que se enchem com um caldo cinza cromado, começaram a borbulhar até que uma seguida da outra, as cabeças dos policiais começaram a explodir. Somatizando uma ecatombe no bairro daquele distrito neuro-nevraugico dos ventriculos desse coração velho.

Foi quando Zomb0, que dirigia o carro do Garimpo nas proximidades da borda esquecida, comentou com Zartosch:
” – Veja, o que é aquilo no horizonte? ”
Zortsch sem palavras olhava diante do cogumelo de fumaça erguido pela explosão de toda a unidade de policia silicial,…… e para uma forte rajada de vento enferrujado que vinha pela estrada na direção do Garimpo Movel em velocidade incalculavel para os escritores desse Blog sem nexo.

Zomb0 em momento de dislumbre esqueceu-se da estrada vendo o cogumelo que sobia em camera lenta rumo ao céu…, e o vento acertou o Garimpo Movel de lado capotando o carro que vinha em alta velocidade aproximadamente 18 vezes, antes que Zartoch irrompesse pelo vidro lateral e fosse lançado de maneira mole para o alto em direção ao céu, para um destino aleatorio, enqanto o carro, insistentemente, capotava com Zomb0 dentro.

O Silencio emergiu da explosão, Zomb0 voou para uma ribanceira onde caiu e rolou até o epicentro da cratera da explosão.

Ele encontrou um chip, o da memoria do guarda. Ele sabia que ali, residia e poderia conter, as tais perguntas.

Sabia que tinha ouro em suas mãos. Foi quando vieram varias motos com ligas metalicas mal encaradas olhando para Zombo.

Ele sabia, que teria de lutar…. para sair dali… e mais ainda, para levar dali, o chip com a mensagem.

Zomb0 travou uma luta de dias e dias terrestres, que na dobra universal da corda existencial mais proxima… demora meses e meses a fio… enquanto durante essa noite, o leitor solitario desse blog esperava or etorno de Zomb0, uma vida se passava numa implacavel perseguição.

Pela batalha, Zomb0 conheceu companheiros e companheiras. Conheceu a amizade, o amor, a mentira e a traição. As cicatrizes.

Perdeu aliados e paixões, saude e paciencia.
Mas seguiu com o chip, e fugindo e marchando em frente, procurando voltar para CASA.

Fugindo em busca de casa, como a punição de Ulisses, Zomb0 teve de vagar pelo deserto por meses e anos a fio, na dimensão paralela onde o tempo corre como um caldo grosso, fervido por milenios numa panela de lerdeza, escorrendo por rochas porosas numa competição com o por do sol, numa corrida que se vence chegando por ultimo.

Foi ai que Zomb0 conseguiu chegar à um cruzamento galatico onde caravanas que transportam fluidos de mal humor para as galaxias de remorso dos reconditos cantos e encantos perdidos, avistou na beira da estrada nosso infame reporter. Que segurava em sua mão um chip….

A redação o resgatou e descobriu que o chip, continha uma das perguntas apenas…

Uma sentença interrogativa, que o universo em sua ironiza fez com que todo o sentido possivel pudesse ser feito em Zomb0 te-lo trazido e a sua trajetoria ter sido como foi.

”- Ha perdas em todas as derrotas e derrotas em todas batalhas, ha batalhas que ganhamos ao custo de muitas perdas, perdas as vezes mais irreparáveis, do que a propria derrota.”

”- A Vitoria sempre valerá o valor da batalha? ”

Do que vale uma incrivel batalha vencida se no caminho voce perdeu aquilo que mais te importava ?

E assim, como um terreno baldio, onde as vigas que sustentavam os pilares de uma ruina de um antigo casarão caem como areia fina no vento,

o coração de Zomb0 paira no vazio…
e mesmo o vazio… esse vazio…
desse tal terreno… ecoa por entre todas aqueles em que tiveram conquistas, entre aqueles que conquistaram seus amores ao preço de muitas derrotas, entre aqueles que ganharam novo cargo na função ha um alto custo karmico, naqueles que se elegeram mas sentem o peso das palabras vazias… entre aqueles, que sofrem com a batalha da vida, onde rajadas de mentira atingem os amores, granadas de incerteza separam amigos, aviões bombardeiam as cabeças com instabilidade, falsidade, traição, leviandade e falta de noção. Ecoam naqueles que se negam a lutar, e os que são conduzidos cegamente pela batalha.

Zomb0 com seu chip.

E seu destino perdido na reportagem…

Essa foi a trajetoria de Zomb0, e o resgate de uma das perguntas…
aquela pergunta, causou certo mal estar, as barrigas começaram a tremer.
Mas essa pergunta sozinha… não causou o desastre.

A Famigglia continua à espera de noticias de Zartosch ou de algum outro membro do Garimpo…. que possa levantar dos escombros.

3 Questões na Dobra da Corda Cosmica mais próxima

•outubro 5, 2010 • Deixe um comentário

” Um coração forma o universo. Um complexo sistema e maquinario cuja intenção é processar e expor emoções.
Dentro desse maquinario, diversos sistemas formam ha niveis infinitamente pequenos, conjuntos de valvulas, transistores e fusiveis que quando fincados por sobre uma curiosa peça redonda e azul desse maquinario universal, mas que em determinada medida da sua pequenes infinitezimal, tem na verdade a superficie funcional verde.
Essa pequena caixa de musica serve para conter em miniatura, a memoria necesaria para o grande coração processar e expor qualquer emoção necessaria. um banco criativo de pequenas relações com a intenção de gerar ‘conteudo’. seja de sofrimento, ou seja de amor.
Como uma memoria no ar, pairam as experiencias da existencia, beirando a falta de sentido… Sim, mas apenas em determinados niveis da pequenes infinitezimal. ”

aqui começa a nossa historia, nessa pequena protuberância azul, mas de superficie funcional verde.

Dois transistores conversavam na beira de um recinto onde varias peças e umas sucatas bebem o seu leite de silicio, procurando confundir seus proprios circuitos, de maneira a facilitar que bugs engraçados em seu comportamento possam acontecer e fluir. Sem que suas auto-defesas possam conte-las.

Algo engraçado aconteceu. Um dos transistores simplesmente explodiu. O ambiente ficou todo cheio de oléo espirrado nas paredes. Ninguem viu o que aconteceu, se foi um tiro de algum circuito em curto, uma faisca entre dois outros fios que arrebentaram tambem devido à forte explosão.

Logo a policia chegou ao local. A pericia ficou por dias no local e fez uma checagem na memoria de todos os presentes, até que encontraram o fragmento dos ultimos intantes de vida daquele humilde fusivel que explodiu no meio de uma bohemia noite.

Assustados, os policiais se reuniram ao redor do computador central, e viram algo sinistro.

Três sentenças. Três perguntas, foram feitas em sequencia diante dele, uma feita pelo fusivel que explodiu, e duas pelos fios em sua frente que arrebentaram tambem. Esse foi o evento que antecedeu a explosão.

Esse Blog, continuará acompanhando as investigações e atualizará assim que tivermos uma conclusão ou novas informações sobre esse evento de magnânima importância metafisica-delirante.

Imagem do transporte da equipe do Garimpo durante investigação:

O local é uma dobra de determinada corda cósmica paralela, porém qual delas, não pode ser divulgada.

Risco de vida, parcelado sem juros.

•setembro 12, 2010 • 3 Comentários

O preço que pagamos  para viver sem apreço.

Basicamente a sociedade nos segmenta da mesma forma como o mercado de computadores. Ou você é voltado para máxima performance, ou tem um design novo e arrojado, moderno.  Aí te dão um valor correspondente. Você nasce e escolhe se quer ser um PC ou um MAC basicamente isso. Você pode na adolescencia ser um linux se nasceu meio gordinho e curte um heavy metal, mas a segmentação não vai muito além.

E pronto, é isso aí que você vale.

Lógico que rola a barganha, na verdade o relacionamento interpessoal hoje em dia muitas vezes não passa disso.. Ouso dizer que em grande parte, ele se define dessa forma, todos barganhando sua mercadoria, se apresentando como produtos, e como tal: voltados para máxima performance ou design novo e arrojado.

Na confecção desse melado, dessa massa que posteriormente endurecerá e tomará a forma de máscara, não podemos esquecer também o papel da concorrência. O enfraquecimento dos valores e da moral tornou tudo relativo, e essa relatividade foi moldada em nossas mentes se tornando um dos maiores subterfúgios da manutenção da  babilonia:

Você só é tão bom em relação a quão ruim os outros são comparados à você, e vice-versa.

As consequências de termos essa metodologia para catalogar pessoas em uma hierarquia social condiciona as pessoas a um pensamento sempre corporativista, competitivo. Vale a pena lembrar aqui uma pesquisa que fizeram (sem fonte, google it) onde ofereciam duas opções para a pessoa:

1- Você ganhar a quantia de 80 mil reais, e todos os seus amigos próximos ganhando a quantia de 100 mil reais.

2- Você ganhar a quantia de 50 mil reais, e todos os seus amigos próximos ganhando a quantia de 30 mil reais  -> Essa foi a mais votada.

Então vivemos nossas vidas condicionados e direcionados a aumentar esse nosso valor de barganha, o quanto valemos ($$) comparativamente.

É aí que entra o medo, o risco de vida.

O risco que corremos já não é mais de perder ou salvar a vida como um todo, e sim do empobrecimento da mesma. A vida deixou de ser plano de deus, virou plano de marketing, tem que saber quando vai rentabilizar no “final”. Cigarros e bebidas por exemplo, são riscos parcelados em TANTAS vezes que nem sentimos que estamos pagando por exemplo. Só quando aumenta o valor do box.

“Afinal, que merda de diferença faz viver até os 70 ou até os 80 anos de idade? Que se foda”

Nos preocupamos mais com um amassado no carro do que com isso, o dano do amassado é mais visível, imediato, quantificável. E agora esse parâmetro é aplicado com naturalidade para quantificar o quão realizada e bem-sucedida a pessoa é!

Quando nos é colocado uma etiqueta de preço e é definido que é isso que representamos, o risco que corremos é o empobrecimento dessa quantia.  É isso que assusta os homens de hoje, não mais morrer a qualquer momento. Esse se tornou o verdadeiro falso risco de vida.

– Somos inibidos de gritar e nos revoltar contra um sistema, pois ao fazer isso vamos ter uma redução do nosso preço pessoal. E esse preço toma um valor maior do que a justiça, condições de vida e honestidade.

– Somos estimulados a derrotar uma pessoa que outrora poderia ser chamada de IRMÃ, pois ao derrubar um produto “concorrente” do mercado, ganha-se mais marketshare. Quantificamos mais valor para nós! E o que eu estarei ganhando é tido como de maior valor do que trabalhar em conjunto e união, como um irmão.

– Somos receosos de falar para alguém o quanto ela nos interessa, o quão especial e adorada é a presença dela, pois ao fazer isso somos vistos como pessoas mais frágeis, presas em potencial para uma desilusão qualquer, onde no fim do round é contado os pontos e proclamado um vencedor e um derrotado. Uma ação valoriza na bolsa, enquanto a outra cai.

– Somos forçados a acreditar que se alguém pega escondido 100 reais de outro alguém, quem saiu perdendo foi quem foi roubado, e quem saiu ganhando foi quem roubou! É normal achar que 100 reais valem mais do que a carga negativa, o empobrecimento com o elo que nos diz que somos todos UM, em uma UNIDADE.

Vale mais do que olhar pra dentro de si e ver pureza, ver bondade, ver amor.

Ver paz.

Vale mais do que uma consciencia tranquila ou uma noite de sono.

Que uma lágrima de felicidade…

Blaze it

BABYLON MIND

•setembro 9, 2010 • Deixe um comentário

Alguma coisa está faltando.

“Alguma coisa está faltando” Pensou Archibald Head

Prometeram-lhe que a sensação seria diferente.

Que seria… Como falaram mesmo?  Tipo um miniorgasmo constante. doses homeopáticas de um concentrado de morfina através de um implante dentário.

“Só pra manter o sorriso liga?”

Assim como seu “sonho”, Archie sempre foi previsível, aquele tipo meio sonso que nunca se dá muito bem com as mulheres sabe? quase isso… Quando garoto foi condicionado a uma rigidez muito firme com as normas escolares e da etiqueta, academicamente sempre esteve na frente dos demais. As crianças ficavam irritadas, Archie era cuzão do tipo que nunca passava cola. Não era justo! Ele ficava até horas e horas estudando sob o olhar rígido da mãe, porque os outros se beneficiariam disso? Não! Foi aos poucos se tornando mais fechado, mais sozinho. Não tinha amigos próximos, não tinha Irmãos.


“Foda-se. “Há de colher os frutos do que plantar” minha mãe sempre dizia.” (double aspas combo x2)

Entrou com louvor na faculdade mais conceituada de merda. Sua proeza acadêmica não diminuiu, e formado começou a achar que estava entendendo o que a mãe dele achava que estava ensinando: O dinheiro começou a entrar.

“WELCOME AND WELCOME TO THE FABULOUS MAZE OF SENSATIONS OF BABYLON, YOU ARE ALL WELCOME, WELL, IN DIFFERENT LEVELS ACCORDING TO YOUR BANK ACCOUNT!

Check our zoo.”

Archie pegou pesado, resolveu sentir tudo que deixou de sentir até então. Experimentou tudo, o dinheiro lhe abria portas para um mundo de sensações, sem a inconveniência do sentimento… portas largas, coloridas para quem não vê a verdadeira luz. Archie se esbaldou, realmente se acreditava feliz. O amor para ele era obviamente apenas um plano de marketing, um viral de antes de cristo que acabou tendo proporções épicas.

Novamente aquela sensação de vazio. De alguma coisa faltando. Archie não entende, ele venceu não venceu? Ele chegou no topo!

PROMETERAM-LHE A FELICIDADE!

A REALIZAÇÃO

O SIGNIFICADO

O AMOR

Archie já não acredita mais no que lhe prometeram faz um tempo já, não tinha notado. Na verdade hoje em dia Archie deu tão certo que já não acredita em mais nada, em mais ninguém.

Toma duas pílulas e deita na cama. Uma para fazê-lo dormir.

A outra só pra manter o sorriso liga?”

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Essa foi a triste história de Archibald Head, mais uma sobrevida
Faz da vida a sobra
Quando na verdade falta

Selassie I guia InI

FOGO


FYAH

•setembro 7, 2010 • 1 Comentário

Época de eleição é um cu,  mas me impressionou um polítruque (não citarei seu nome) que quase que exclusivamente dedicou sua campanha para mostrar que NÃO, o brasil NÃO está bem.

Infelizmente o impacto dessa notícia é mínimo, e podemos resumir essa babaquisse da seguinte forma: Lula falando que seu pau  cresceu mais, está mais duro e resistente, muitos gozando com o pau dele, outros querendo gozar com o próprio pau, mas elogiando as bolas de lula, e assim sucessivamente em diferentes graus.

Agora me explica uma coisa… Qual o parâmetro distorcido que utilizam para falar que o país está “bem”? Caralho, a corrupção aqui é uma das maiores do planeta, impostos também, EXISTE MILHARES DE PESSOAS PASSANDO FOME E FRIO PRA POLITRUQUE ENFIAR SEUS FILHOS EM JATINHO PRA DISNEY e o povo ainda tem coragem de concordar que está bem, se sentindo um puta CIDADÃO COM SEU VOTO, sendo que ao mesmo tempo está pulando 2 mendigos para chegar num metrô zuado, como se não fossem seres humanos e sim um pedaço de bosta no caminho que inconveniente devemos passar sem fazer alarde.

Existem duas árvores que crescem juntas, lado a lado.

Uma deu frutos bons. Outra deu frutos azedos e pequenos. Todos ficam felizes com os frutos bons dados por essa árvore.

A árvore azeda não se abala. A árvore azeda fica imensamente feliz que na falta de seus frutos, existem os frutos deliciosos de sua árvore IRMÃ para alimentar aqueles que dessa energia necessitam.

A árvore azeda sabe que eventualmente virá ooutono, e ela perderá, assim como sua irmã, seus frutos e folhas, e serão iguais mais uma vez. Virá o inverno e elas lutarão contra o frio para se manterem em pé. Mas que depois do inverno vem o vem a primavera e o verão e isso lhes dará uma nova oportunidade para desenvolver frutos saudáveis.  Isso não a faz esquecer o azedume dos frutos do ano passado, pelo contrário, a faz refletir porque nasceram azedos.

Ela se tempera. Ela evolui. Ela eventualmente com esse conhecimento dará frutos mais fortes, maiores e mais suculentos.


InI – Dois, somos apenas um.

Foi o amor que criou as estações, em uma compreensão muito maior do que estamos fadados a contemplar, mas conseguimos sentir esse amor.

Esse amor que nos muda, que nos dá a oportunidade sempre de mudar, de derrubar nossas folhas, de aguentar o frio do inverno pois com ele vem a mudança.

Sabemos que depois desse frio eventualmente virá o calor… Mas os frutos permanecem tão azedos quanto ignorantes da verdadeira luz.

Toda a babilônia queimará com o fogo sagrado do amor

One love

A Justiça nunca será Divina

•agosto 13, 2010 • Deixe um comentário

Era um homem, de 40 e poucos anos. Chamado Oséas Pitangueira, advogado renomado, alternou sua carreria entre diversas areas do sistema judicial.

Sempre olhava para a estatua vendada com a espada na mão, na entrada do forum e pensava sobre o verdadeiro significado da justiça.

Aquele tipo de advogado, que nunca defenderia um assassino confesso e nunca se colocaria como advogado do diabo.

Saturado de uma vida regada de contratos, onorários, clausulas e balancetes, Oséas certo dia ao passar pela estatua na entrada do forum, pensou que talvez, ele devesse sair da mediocridade, e se fosse para ser um grande advogado, que ele defendesse e ganhasse qualquer causa.

E como o Diabo escuta bem e esta sempre querendo novos comparsas, um novo caso caiu nas mãos de Oséas.

Jonathan, garotinho juvenil, chamado pelos colegas criminosos como sendo ”da nova geração”, estava sendo preso por um juiz que considerava o comportamento da ‘nova geração’ como criminoso.

A acusação dizia: ”- Como??? Como que voce, jonathan, com essa idade, ja é um mentiroso, fez a sua palavra não valer nada, voce ironiza a lei, voce acha que não existe razão em nada, não tem fé em nenhum Deus ou pessoa, ja fuma, ja bebe, prostitui e engana as mininhas, é visto em flagrante pegando carteira das vovózinhas, roubando mercadinho de genti humilde.”

”Voce acha, Jonathan, que voce pode seguir assim com a  sua vida? ”

Oséas observava. Enquanto o advogado de acusação falava sem parar, ele repara numa mosca que passava distante.

A mosca faz uma volta na sala, faz outra volta na sala, e vem até perto de Oseás.

Pousa sobre a papelada em sua frente. Oséas olha apra a Mosca, e a Mosca para Oséas.

O som da sala parece sumir e uma estranha fumaça sai da mosca. A fumaça vai decantando sobre a mesa numa estranha e fina poeira que voa para fora da mesa, enquanto a Mosca começa a falar com Oséas:

”- óóóó Oséas, filho meu.”

”Por este meio encontrei a melhor forma de chegar a ti. ”

” – Venho para lhe dizer uma mensagem. De severa importância para o seu destino, o de Jonathan e o de toda a humanidade!!! ”

” Voce deve se incumbir de passar essa mensagem para frente e isso deverá mudar o destino da humanidade. ”

Oséas, lembrou de uma frase que leu na faculdade anos atrás:

“Perdoando demasiadamente aos que cometem faltas, fazemos uma injustiça contra os que não as cometem.”

Em seguida pensou, que odiava moscas. Meteu um tapaço na mesa esmagando o inseto divino.

Ergueu o braço e viu a gosma do bicho espalhada na palma de sua mão.

O tempo voltou ao normal. Jonathan foi julgado culpado. Na prisão, aprendeu novos crimes.

Voltou às ruas assassino graduado e perdoado pela lei. E á procura da maldita mosca que distraiu seu advogado.